Como visitar os Guerreiros de Terracota (Terracotta Army) – Xian, China

Xian foi a terceira cidade da nossa viagem à China. E o principal objetivo de visitarmos a cidade foi para ver de perto o Exército de Terracota (ou Guerreiros de Terracota, ou ainda Terracotta Army, como também é conhecido). Trata-se de uma das mais importantes descobertas arqueológicas do século XX, além de atrair milhares de visitantes (turistas e chineses) por ano!

Quando confeccionamos o roteiro, estabelecemos dois dias na cidade, sendo que um deles era para conhecer o Exército de Terracota, e outro para conhecer a cidade de Xian, que também possui atrações bem interessantes. Ocorre que, por um equívoco, adquirimos as passagens de avião Xian/Guilin com a data errada, e só descobrimos isso quando chegamos em Xian. Como estávamos em pleno Ano Novo Chinês, e a maioria das passagens estavam esgotadas, passamos quase que o restante do dia tentando resolver esta situação. Quando resolvemos, já era tarde e então só demos uma volta nos arredores do hotel para ver um pouco da cidade.

Mas se você tiver disponibilidade, tente separar pelo menos dois dias inteiros para visitar a cidade, vai ser bem bacana e você vai adorar!

Exército de Terracota, Xian: os soldados feitos de argila para guardarem o mausoléu do Primeiro Imperador da China

História sobre o Exército de Terracota:

Por volta do ano 246 a.C., um Imperador muito jovem (com apenas 13 anos) assumiu seu trono, e mais tarde, famoso por unificar a China, ficou conhecido como o Imperador Qin (Qin Shi Huang Di) ou o Primeiro Imperador da China. Mas preocupado como seria sua vida pós-morte, começou a preparar o seu mausoléu que demorou cerca de 11 anos para ser concluído.

E assim, em 210 a.C., foi enterrado em seu Mausoléu localizado a poucos quilômetros da atual cidade de Xian, capital da Província de Shaanxi, onde é estimado que exista muito tesouro do antigo Imperador (talvez todo o seu tesouro!). Mas há uma grande discussão entre os arqueólogos, historiadores e especialistas se o Mausoléu deve ser aberto ou continuar lacrado, apesar de muita curiosidade e especulações sobre o que tem em seu interior.

De um lado, acreditam que as condições de hoje e ausência do conhecimento de como era a técnica de preservação daquela época, todo o tesouro pode ser perdido. Por outro lado, há uma lenda que deixa os chineses temerosos da abertura da tumba: o espírito do Imperador ser libertado e as consequências disso para a sociedade. Assim, ela permanece, por enquanto e por prazo indeterminado, lacrada e todos curiosos com o seu interior. Bem, vamos deixar o Imperador descansar em paz!

Entretanto, como se não bastasse todo este mistério acerca do interior da tumba do Imperador Qin, em 1974, um grupo de trabalhadores que cavava um poço na região (em torno de 1.500 metros do Mausoléu de Qin) descobriu o maior sítio arqueológico do século XX: soldados feitos de argila, em tamanho real, cada um com uma fisionomia (alguns ainda com um pouco de tinta), além de cavalos, armas, espadas, todos apostos como se fosse para uma batalha! Um espetáculo da história, bem ali, intactos, depois de tantos anos!

Apesar de nem tudo ainda ter sido escavado, e já terem contado mais de 7.000 soldados, arqueólogos estimam que o local abriga em torno de 8.000 soldados!

Como chegar no Exército de Terracota:

Enquanto preparávamos o roteiro, vimos vários relatos de que era bem fácil visitar o Museu dos Guerreiros de Terracota através do transporte público de Xian. E realmente! Foi bem tranquilo e não tivemos qualquer problema!

O Museu do Exército de Terracota está localizado a 43,4 km do centro de Xian, conforme mapa abaixo.

Atualização da viajante Anna (novembro/2019): desde outubro de 2019, os ônibus 306 partem da saída A da estação de fangzhicheng (metrô).

Para visitar o Museu dos Guerreiros de Terracota (Museum of Qin Terracotta Warrios and Horses), pegue qualquer uma das linhas 914, 915 ou 5 (306). Mas parece o 306 ser a melhor opção.

Ponto de embarque: saída A da estação de fangzhicheng (metrô)
Horário: das 07:00 h às 19:00 h da Estação de Xian para o Exército de Terracota / das 08: 10h – 19: 00h do Exército de Terracota para Xian
Intervalo: 10 a 30 minutos, ou quando os assentos estão totalmente ocupados  
Tempo de viagem: 1 hora
Tarifa do bilhete: em torno de CNY7 /10 por pessoa

Nós tiramos uma foto desta placa, para qualquer inconveniente, e mostramos para alguns chineses que estavam próximos aos ônibus. Então, eles indicaram qual era o ônibus que estava saindo naquela hora, entramos, mostrei novamente para a cobradora o nome do Museu (eles não falam nada em inglês, tudo na base de apontar e contar com a boa vontade!), e ela fez um sinal de joia.

O percurso da estação de trem de Xian até o Museu dos Guerreiros de Terracota dura cerca de uma hora, e a passagem custou 7 CNY por pessoa. Logo que chegou ao ponto do Museu, a cobradora nos avisou e descemos do ônibus. Se não estamos enganados, é o ponto final da linha.

Não se esqueça de observamos o lugar que você desceu para ficar fácil na hora de voltar.

Há outras formas para ir até o Museu, como pegar um táxi (em torno de 200 CNY), ou contratar empresas que realizam o passeio como a Travel China Guide. O passeio custa em torno de 69 CNY e dura o dia todo.

Depois que descemos do ônibus, seguimos para a bilheteria que estava lotada! Mas colocando em prática a cultura chinesa, fomos nos infiltrando na fila furando fila sem nenhuma vergonha, e na nossa vez de comprar o bilhete, um chinês fura a fila e compra na nossa frente! Super normal! Nem ficamos com raiva! 🙂

O valor do ticket para visitar o Museu dos Guerreiros de Terracota é 120 CNY, de 01 de dezembro até o fim de fevereiro, e 150 CNY de 01 de março a 30 de novembro. No inverno, os tickets de atrações na China são mais baratos.

Bilheteria para visitar o Museu dos Guerreiros de Terracota

Esquecemos de contar que estava nevando no dia da nossa visita ao Museu, que foi em fevereiro de 2016, durante o inverno chinês.

Fábio, Marcelo, Alessandra e eu

O Museu dos Guerreiros de Terracota é dividido em três principais partes, que eles chamam de Pit 1, Pit 2 e Pit 3. Mas ainda possui um anexo de exibição dos carros (carruagens) e cavalos, além de um anexo de exibição das armas, conforme mapa abaixo:

Fonte: Top China Travel
Entrada do Museu dos Guerreiros de Terracota

P1: é o maior de todos os sítios, com 38 fileiras, sendo que desenterraram aproximadamente 6.000 soldados. A parte da frente é composta pelos soldados e a parte ao fundo dos carros (carruagens). Historiadores acreditam que seja o próprio exército de Qinshihuang.

O maior pavilhão com cerca de 6 mil soldados, sendo que mil estão à mostra, e os outros tantos ainda para restauração.

A restauração de cada soldado encontrado dura cerca de 6 meses! É um processo lento e delicado!

Guerreiros de Terracota
Mais detalhes dos Guerreiros de Terracota
Inacreditável estar ali!

Pit 2: trata-se de uma escavação mais lenta, pois alguns dos soldados são coloridos (diferente dos primeiros que são todos cinzas), e ainda não encontraram uma forma de não prejudicá-los. Acredita-se que é uma tropa especial.

Ainda em processo de escavação

Ainda há uma exibição de alguns dos soldados, em que é possível observar os detalhes de cada um deles. Lembrando que cada soldado é único, já que o Imperador mandava construir uma estátua para cada um de seus soldados.

Soldado de Terracota visto de perto
Mais um soldado com seu cavalo
Soldado de Terracota

Já no Pit 3, bem menor, encontram-se 68 soldados que acreditam ser de um comando militar.

Imagine a riqueza cultural do povo chinês depois de visitar este Museu com peças feitas há mais de 2.000 anos! E o detalhe que mais impressiona é que não se trata de qualquer peça ou objeto: trata-se de um exército inteiramente enterrado junto com seu Imperador.

Mas por quê Qin construiu o Exército de Terracota (ou os Guerreiros de Terracota)? Por que ele acreditava que estes soldados poderiam garantir seu poder, seu tesouro e sua segurança eternamente!

Depois da saída do museu, tem uma parte com um calçadão com várias lojinhas de souvenirs, produtos tipicamente chineses, além de algumas barraquinhas de comida. Mas no Museu tem restaurante (uma espécie de lanchonete) com café, capuccino, chocolate quente, biscoitos, chocolates, sorvetes…

Informações adicionais do Museum of Qin Terracotta Warriors and Horses:

  • Horário de Funcionamento: 16 de Março a 15 de Novembro: 08:30h às 18:00h (bilheteria fecha às 17h) / 16 de novembro a 15 de março: 08:30h às 17:30h (bilheteria fecha às 16:30h)
  • Valor dos tickets: 1 de março a 30 de novembro: 150 CNY / 01 de dezembro a último dia de fevereiro: 120 CNY
  • Site Oficial, clique AQUI (mas está em Mandarim).
  • Como chegar: ônibus 914, 915 e 5(306). Observe o último horário do ônibus que sai do Museu para Xian, às 19h.

Em Xian, não deixe de visitar:

  • City Wall (Muralha da Cidade);
  • Bell Tower (Torre do Sino);
  • Mulin Quarter (Quarteirão Árabe);
  • Big Wild Goose Pagoda;
  • Qin Shin Huang Mausoléu.
  • Xian Bar Street: uma rua ótima cheia de bares, pubs e restaurantes.

Sugestões de Hospedagem em Xian: Hotel Ibis Xi’an Heping ou Sofitel Legend People ‘s Grand Hotel Xi’an.

Nosso roteiro pela Ásia (China, Hong Kong e Macau)

Preparem-se, pois o post é longo! Quando decidimos que o próximo destino seria a China, o primeiro ponto decidido foi que a viagem deveria durar pelo menos duas semanas, devido à distância, tempo de vôo, inúmeros locais interessantes que poderiam ser visitados, dentre outras variáveis que serão relatados nesse texto. Feitas as contas e levadas em conta todas as variáveis, chegamos à conclusão que 3 semanas seria um número interessante.

Outro ponto importante que sempre devemos considerar: atravessar o mundo para conhecer apenas uma cidade, um lugar? Muito pouco!! Merecíamos mais!! Iniciamos o planejamento pensando em 4 cidades, e terminamos o roteiro com 8. Resultado? Ficamos plenamente satisfeitos com nossa viagem! 🙂

Decidimos iniciar e encerrar nossa viagem por Shanghai, cidade chinesa com os melhores preços de bilhetes partindo do Brasil e alvo constante de promoções. Após a confirmação da compra dos bilhetes, iniciamos a confecção do roteiro, com algumas diretrizes básicas: uma metrópole moderna, uma intermediária e uma no estilo Wild China, muito comum nos nos Documentários da B.B.C ou National Geographic.

Nada melhor que jogar todas as cidades no Google Maps,  não é mesmo? Daí para frente, é só pesquisar sobre a melhor logística para deslocamento. Nosso roteiro ficou dessa maneira:

ShanghaiBeijing – Xí-an – Guilin – Yangshuo – Hong Kong – Macau – Shanghai – Suzhou – Shanghai

Roteiro CHINA MAPA

Hong Kong e Macau são territórios independentes da China, com certa autonomia. Assim, caso decida incluir essas cidades (ou país?) no seu roteiro, observe qual o tipo de visto será necessário, ou seja, com uma, duas, ou entradas múltiplas na China. No nosso caso, decidimos pelo Visto de duas entradas, pois o roteiro englobava uma visita a Hong Kong e Macau, com retorno ao final a Shanghai. Nosso post sobre como tirar o Visto para a China está aqui.

Caso esteja na China apenas de passagem para algum outro País da Ásia, vale a pena verificar se a cidade da sua conexão possui a isenção do visto para 72 horas. Verifique no site da Embaixada da China.

Voltando ao assunto das cidades escolhidas, caso jogue nosso roteiro no Google Maps, é fácil constatar que decidimos por uma viagem em forma de círculo, com início e término em Shanghai. Dependendo da organização do seu roteiro, existe a possibilidade da visita a alguma cidade se tornar inviável, devido à distância, passagens/tickets, preços e outras variáveis importantes.

Recomendamos TODAS as cidades que visitamos! Foi uma viagem incrível, uma experiência que jamais nos esqueceremos. Inclusive recomendamos o acréscimo de mais três lugares: as montanhas coloridas (Rainbow Moutain), que só saíram do nosso roteiro devido ao difícil acesso e à falta de tempo, ; Chengdu, que é a única cidade em que você pode ter a experiência de tocar em um Panda; e Zhangjiajie, na Província de Hunan, local de inspiração para o filme Avatar. Na verdade, existem muitos lugares para visitar na Província de Hunan. A Thaís do Guia Mundo Afora foi em Zhangjiajie e nos deu muitas dicas! Vejam o post dela aqui.

Shanghai:

Shanghai (ou Xangai, em Português): das cidades que visitamos, trata-se do melhor local para conhecer de perto o desenvolvimento pulsante do País. Trata-se de uma renomada metrópole internacional que atrai olhares do mundo inteiro! Pense em uma cidade multicultural, em uma mistura perfeita do moderno com o tradicional, do Ocidente com o Oriente. Ao mesmo tempo que é possível admirar arranha-céus de arquitetura arrojada, é possível visitar construções e arquiteturas antigas, daquelas que conseguimos identificá-las em qualquer parte do mundo! Em Pudong, por exmplo, você com certeza se sentirá no futuro! Já imaginou banheiros de Shoppings Centers com vasos sanitários ultramodernos e digitais, onde você escolhe inclusive o tipo de jato e temperatura da água para se higienizar? Isso é Shanghai, meu amigo!

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Shanghai vista do The Bund
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Yu Yuan Garden

Ficamos hospedados em dois hotéis distintos durante nossa passagem por Shanghai. Eis a dica que sempre repetimos: prefira hotéis próximos às estações de Metrô. Outro aspecto importante: A língua é o maior obstáculo entre turistas e taxistas. Caso consiga pegar um táxi, tenha em mãos o nome do estabelecimento em Mandarim e torça para a boa vontade do motorista. Ou seja, melhor se deslocar a pé da estação de metrô, um dos melhores do mundo, para o hotel.  Ficamos hospedados no  Ibis Lianyang, localizado mais ou menos a uns 20 minutos a pé da estação de metrô  Middle Yanggao Road. E andar 20 minutos com as malas pelas ruas até encontrar o hotel, não é muito agradável, não é mesmo? Como sempre ficamos nos hotéis da rede Accor, achamos que na China eles seriam nossa salvação, já que conhecemos o padrão da rede. Detalhe: a rede Ibis na China é um pouco inferior ao que estamos acostumados na maioria países que já visitamos, e o café-da-manhã é tipicamente chinês, com muitos vegetais e outros quitutes que não estamos acostumados no Brasil. Outro ponto importante que vale destacar é que poucos funcionários falam inglês, e acredite: eis um fator que pode dificultar um pouco na hora do check out, pois é necessário o cancelamento do ” depósito prévio” , uma espécie de ” Crédito Pré-Pago”, muito comum na China.

Já no retorno a Shanghai, que foi nosso primeiro e último destino, ficamos hospedados no Mandarin Oriental Pudong, um maravilhoso hotel que vamos apresentar o review nos próximos posts. Importante ressaltar que quando recebemos o convite para nos hospedarmos em algum hotel, relatamos nossa real experiência. Mas sem sombras de dúvidas, a rede Mandarin Oriental foi uma das mais impressionantes que já hospedamos. O objetivo da rede é de te impressionar! E eles conseguem, acredite! Vejam o post sobre nossa hospedagem AQUI.

Mandarin Oriental Pudong

O Mandarin Oriental Pudong oferece transfer de até 6 km de 30 em 30 min, mas é possível ir a pé a partir da estação Lujiazui, em uma caminhada de cerca de 5 minutos. Quais são os principais benefícios que o MO oferece para os hóspedes? Listamos alguns deles: Staff que fala inglês fluente, café da manhã com grande diversidade ocidental (e o tipicamente chinês, ou inglês se preferir). Veja o post completo da hospedagem AQUI!

Principais pontos turísticos em Shanghai (veja o post AQUI): Oriental Pearl TV Tower; The Bund; Shanghai World Financial Center; French Concession; People Square; Shanghai Museum; Yu Yuan Garden; Shanghai Zoo; Xin Tian Di Shanghai; Shikumen; Tiazinfang; Nanjing Road; Jade Buddha Temple. Veja o post com nossas dicas sobre Shanghai (Xangai) AQUITotal de Dias em Shanghai: 5 dias. Moeda: Yuan.

Nosso segundo destino foi a capital Beijing, e decidimos pela compra das passagens de trem pelo site da Travel China Guide. Os valores do bilhete para o Ano Novo Chinês foram em torno de 100 dólares por pessoa (segunda classe), e a viagem durou cerca de 4h40 a 5h. Ao escolher, preste atenção na quantidade de paradas (pois quanto menos paradas, mais rápida será a sua viagem e até mais barata). Vamos fazer um post contando como foi a experiência no “Trem Bala”.

Beijing: 

Beijing (ou Pequim) é a Capital da República da China e uma das cidades mais populosas do país (em 2013, ultrapassava 20 milhões de habitantes). Está localizada ao Norte do País, e tornou-se uma das cidades mais visitadas no mundo, recebendo mais de 140 milhões de turistas ao ano. Além dos seus inúmeros pontos turísticos, é conhecida, também, por ser ponto de partida para a “Grande Muralha”. Foi a cidade que tivemos a oportunidade de visitar o maior número de templos e locais históricos, além de admirar a belíssima arquitetura chinesa. O que você vê em Beijing, dificilmente verá em outros lugares da China. Então, caso tenha curiosidade ou interesse em experimentar espetinhos de escorpiões ou outras esquisitices, eis o lugar! E já adiantamos: apesar de todo um processo psicológico para experimentarmos pelo menos um apetitoso espetinho de escorpião, simplesmente não conseguimos degustar essa iguaria!

Cidade Proibida, Beijing, China

Em Beijing, ficamos hospedados no Novotel Beijing Xin Qiao, que possui ótimo custo-benefício e excelente localização: fica em frente a estação de metrô Chongwenmen. Pequena descrição do hotel: quarto bem confortável, café-da-manhã delicioso e muito farto (tem de tudo que possa imaginar), além de staff atencioso. Possui inclusive um restaurante que serve pratos bem saborosos com preços justos.

Principais pontos turísticos, dos quais falamos com maiores detalhes AQUI: Tiananmen (Praça da Paz Celestial); The Place (um dos maiores Leds do mundo); Cidade Proibida (Forbidden City); Wangfujing Da Jie (local cheio de lojas, restaurantes e rua dos espetinhos de esquisitices; Behai Parque; Beijing Zoo; Palácio de Verão (Summer Palace); Estádio Ninho do Pássaro (Bird´s Nist) e Cidade Olímpica; Templo do Céu; Mercado das Pérolas; Hutongs.

Mutianyu (Grande Muralha)

Veja o post completo da AQUI.

Grande Muralha da China, Mutianyu

Total de dias em Beijing: 5 dias. Moeda: Yuan.

De Beijing para Xí-an você pode escolher o trajeto de Trem Bala, em torno de 4h50. Mas preferimos fazer o trajeto de avião, diante do horário que chegaríamos na cidade. Para trens, vejam no Travel China Guide (em torno de 129 dólares em primeira classe). Realizamos o trecho com a Air China, através da China High Lights. Vale a pena olhar também na Ctrip e na Travel China Guide

Xí-an: 

Nossa passagem em Xí-an foi rápida, mas extremamente proveitosa, principalmente para visitar os Guerreiros de Terracota ou Exército de Terracota (veja o post da nossa visita AQUI). Ao planejarmos o roteiro, achamos pouquíssimas informações na internet, e tínhamos a impressão que estávamos diante de uma cidade que não tinha sequer estrutura para abrigar turistas, etc. Que nada! A cidade é ótima, bem estruturada e cheia de pontos turísticos bacanas! E outra: nos arrependemos de ter ficado só dois dias na cidade (na verdade foi um dia e meio por causa da locomoção entre as cidades).

Ficamos hospedados no Hotel Ibis Heping Gate, localizado no interior do famoso “quadrado da Muralha da cidade” e bem perto de várias atrações turísticas. Detalhe importante: tivemos dificuldade para fazer o check out, pois os funcionários do hotel demoraram para fazer o cancelamento do depósito prévio, falam um inglês rudimentar, e ainda o tempos era escasso devido o próximo vôo! Mais uma dica: leve em conta tempo para imprevistos durante o check-out, exatamente para evitar problemas e riscos desnecessários. Principais pontos turísticos da cidade: Guerreiros de Terracota ou Exército de Terracota; Musilin Quarter (Quarteirão Árabe); City Wall Xian (Muralha da Cidade); Bell Tower (Torre do Sino); Big Pagoda; Defuxiang Bar Street (rua de 200 m cheia de Bares. Vale muito a pena conhecer!).

Total de Dias em Xí-an: 2 dias. Moeda: Yuan.

De Xí-an para Guilin, o próximo destino, caso decida ir de trem, são quase 24 horas de viagem. Preferimos fazer o trecho de avião, pela Beijing Capital Airlines, e compramos os tickets através da Travel China Guide. Já falamos aqui o motivos da preferência por essas agências.

Guilin: 

Guilin, China
Guilin, China

 

Guilin está localizada no sul da China e entrou para a nosso roteiro para conhecermos um pouco da “Wild China”. E  lá vivemos três experiências incríveis: subir de teleférico até a Yao Mountain, realizar um cruzeiro pelo Rio Li e um Raft em canoas de Bambu pelo Rio Yulong, um afluente do Rio Li. Para fazer o cruzeiro pelo Rio Li, necessariamente você terá que dormir uma noite em Guilin, ou ir bem cedo para a cidade. Por este motivo, preferimos estabelecer Guilin como nossa cidade âncora, e não Yangshuo. Ficamos hospedados no Grand Link Hotel, um hotel bem confortável, com excelente custo-benefício e bem próximo ao centro da cidade (5 min de táxi). Só tivemos um problema: os funcionários do turno da madrugada não falavam uma palavra sequer em inglês e tivemos mais uma vez uma pequena dificuldade durante o “check out”, pois apesar da boa vontade e do esforço para nos atender, foram quase 40 minutos para resolver tudo, com dificuldade para confirmação do cancelamento do depósito prévio, bem como para realizar o pagamento dos valores que gastamos no hotel. Mais uma vez: programe o check out com a antecedência necessária para esses imprevistos.

O que fazer na região (vamos falar detalhadamente de todas as atividades que fizemos em Guilin e Yangshuo):

  • Yaoshan Moutain;
  • Riyue Shuangta Cultural Park;
  • Elephant Runk Hill;
  • Cruzeiro pelo Rio Li;
  • Raft de bambu no Rio Yulong;
  • Passeios pelas plantações de Arroz ou chá.

Total de dias em Guilin: 2 dias (ficaríamos 5 dias tranquilamente). Moeda: Yuan.

De Guilin para Hong Kong tivemos a maior dificuldade durante a fase de planejamento da nossa viagem! Não haviam tickets de trem disponíveis, e por tratar-se de uma viagem internacional, os preços são bem salgados! Pagamos em torno de R$ 1.300,00 por pessoa para o trecho. Se não tivéssemos fechado os hotéis e comprado os tickets para o voo de Macau para Shanghai, havia a grande possibilidade de desistirmos dessas duas cidades, tudo diante da dificuldade de conseguirmos fechar o trecho Guilin/HK. Aos 42 minutos do segundo tempo, conseguimos fechar com a Travel China Guide, num voo pela Shanghai Airlines, com conexão em Shanghai. Saímos bem cedo de Guilin, e com essa conexão, chegamos em Hong Kong quase às 17h.

Veja o post sobre Guilin e Yanghsuo AQUI.

Tanto Guilin quanto Hong Kong foram destinos imperdíveis! O grande detalhe é que viajamos em pleno Ano Novo Chinês, quando acontece a maior migração de pessoas do planeta! Consequência: todos os tickets de trem se esgotaram com muita antecedência. Caso fosse possível, teríamos remanejado as cidades, o que infelizmente não foi possível!

Hong Kong:

Hong Kong foi outra grata surpresa da nossa viagem! Na verdade, todas foram bem acima das expectativas! 🙂 Hong Kong é uma região administrativa especial da China. Trata-se de um dos Centros Financeiros, Comerciais e Bancários mais importantes do mundo! Detalhes interessantes: A maioria das pessoas fala inglês, no entanto a língua oficial é o cantonês, um pouco diferente do Mandarim. De todas as cidades que visitamos, é a mais cara e a mais agitada, além daquela que voltaríamos fácil, fácil! Organizada, limpa, com excelente gastronomia e uma energia cativante!

Hong Kong

Devido à viagem ser em fevereiro, pegamos um bom pedaço de frio, além do tempo mais nublado, e um pouco de poluição/neblina, que não nos permitiu ter uma visão mais plena da cidade! A cidade ficou o tempo toda encoberta, inclusive no dia que fomos visitar o Big Buda, o que acabou prejudicado! Em Hong Kong, é fácil constatar a enorme influência inglesa, já que a cidade foi colonizada pelos britânicos: a mão de direção é inglesa e até as tomadas são do mesmo tipo daquelas adotadas na Inglaterra.

Hong Kong possui três hotéis da Rede Mandarin Oriental, e nós ficamos hospedados em dois deles: o The Landmark Mandarin Oriental (veja nosso post AQUI) e o Mandarin Oriental Hong Kong (veja nosso post AQUI). E verificamos pontos distintos de cada um destes hotéis que fizeram da nossa estadia única! Hotéis do nível do Mandarin Oriental são mais caros. No entanto trata-se de uma experiência única e inesquecível! E só mais um detalhe: saiba que cada centavo será muito bem gasto! O hotel surpreende! Acredite!

Caso não se hospedem em algum deles, experimentem a alta gastronomia de um dos seus restaurantes. Tanto o Amber, do Landmark, quanto o Pierre, do Mandarin Oriental Hong Kong, são restaurantes estrelados pelo Guia Michelin! O Mandarin Oriental Hong Kong foi o único hotel do mundo a receber status cinco estrelas pelo Forbes Travel Guide, em cinco categorias: hotel, spa e os três restaurantes: Pierre, Mandarin Grill e Bar and The Krug Room.

O que fazer na cidade (vamos falar detalhadamente em outros posts): Victoria Peak (e o Sky Terrace); Peak Tram; Lan Kwai Fong; Star Avenue (Avenida das Estrelas); Sinfonia das Luzes; Landmark; Centro Histórico; Sky 100 Observatório; Ngong Ping 360 (Teleférico); Ngong Ping Village; Big Buddha; Po Lin Monastery; Hong Kong Disneyland; Caseway Bay; The Latest Longevity Bridge; Jumbo Kingdom.

Total de dias em Hong Kong: 4 dias. Moeda: Dólar Hong Kong (HKD).

De Hong Kong para Macau fomos pelo Turbojet, que é um barco rápido e em torno de 50 minutos já estávamos no Porto de Macau. Como a maioria dos hotéis oferece transfer a partir do Ferry Boat, vale a pena conferir antes de chegar na cidade!

Macau 

Se incluir Hong Kong em seu roteiro, tente incluir Macau, que é a outra região administrativa especial da China, e que ficam muito próximas! Macau foi colonizada pelos Portugueses, no entanto só é possível constatar tal influência na  nas placas e nos documentos oficiais do governo, pois apenas 5% da população fala português. Vimos uma senhora que falava português (e mal!) e uma das funcionárias do Mandarin Oriental Macau que também falava poucas palavras.

Macau

Macau tem a parte histórica e a parte moderna, onde estão situados os Hotéis/Cassinos de cair o queixo, muito semelhante à icônica Las Vegas, com canais, passeios de gôndola, shows de águas e uma avenida que será a futura Strip (se já não for!). Apesar de muita gente preferir um bate-volta a partir de Hong Kong, não recomendamos uma estadia tão curta! A cidade é um espetáculo a parte, que vale a pena ficar pelo menos duas noites, sendo o ideal de três a quatro dias, para você curtir mesmo!

Ficamos hospedados no Mandarin Oriental Macau que possui uma vista incrível e está localizado ao lado do queridinho Hotel Lisboa. Atendimento especial, além de excelente restaurante/bar! E se tiver tempo, aproveite para um delicioso tempo bem gasto no Spa! Tivemos duas horas de tratamento e foi uma excelente oportunidade para descansarmos, desligarmos do corre-corre da viagem, e recarregar as energias! Saímos incrivelmente relaxados! 🙂 Veja nosso post AQUI.

Mandarin Oriental Macau

O que fazer (vamos falar detalhadamente): Conhecer os Cassinos; Ruínas de São Paulo; Largo do Senado; Rua da Felicidade; Rua Cunha e Vila da Taipa; Torre de Macau.

Total de dias em Macau: 2 dias (teríamos ficado 3 dias no total). Moeda: Pataca, mas o Dólar Hong Kong também é utilizado.

De Macau para Shanghai, seguimos pela empresa Macau Airlines. Lembrando que quando você chegar em Shanghai, terá que passar pela imigração novamente.

Suzhou: 

Suzhou foi a última cidade do nosso roteiro, e um dia é mais do que suficiente para um tour muito proveitoso, apesar de mais uma vez a barreira do idioma. Ou seja, saia de manhã bem cedo e retorne no fim do dia. Mais uma vez utilizamos o Trem Bala, em um trajeto de 25 min (com 2 paradas), ao custo de 26 dólares cada bilhete, na Primeira Classe. A cidade é diferente e antiga (cerca de 2.500 anos), cerca de  42% da cidade é banhada por lagoas e riachos, e é possível admirar muitos e muitos canais em estilo chinês, que fazem da cidade a “Veneza Oriental.”

Suzhou, China

O que fazer: Tiger Hill Pagoda ou Huqiu Tower; Shantang Street; Passeio de barco pelos canais; Humble Administrator’s Garden (Zhuo Zheng Yuan); Lion Grove Garden; Suzhou Silk Museum. Veja nosso post sobre Suzhou AQUI.

Total de dias em Suzhou: 1 dia. Moeda: Yuan.

Este foi o nosso roteiro, e esperamos ajudar nossos queridos viajantes! Caso tenha alguma dica, compartilhe nos comentários e deixe nosso blog mais rico de informações e opiniões. A medida que formos confeccionando os outros posts, vamos marcar os links aqui no blog.

Veja todos os posts da nossa viagem:

Os perrengues para preparar uma viagem à China;

As primeiras impressões sobre a China;

Como tirar o visto Chinês;

Como utilizar a internet na China;

Dicas para visitar a Grande Muralha na China;

Onde comer em Hong Kong – Dica 1;

Onde comer em Hong Kong – Dica 2;

Onde se hospedar em Hong Kong – Dica 1;

Onde se hospedar em Hong Kong – Dica 2;

Onde se hospedar em Macau;

Onde se hospedar em Shanghai (Xangai);

Suzhou, a Veneza do Oriente;

Wild China (Guilin e Yangshuo);

O que fazer em Shanghai (Xangai);

O que fazer em Beijing (Pequim);

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